Não se limite. Aprenda e aplique os 5 tipos de Legal Design

A maioria das pessoas que começam a ter contato com o conceito do Legal Design cometem um erro comum: confundir ou limitar o Legal Design ao Visual Law.


Considero um erro porque, ao fazer isso, você se torna um profissional limitado e pequeno, como mostrarei a seguir.


O que é design?


Primeiro, antes de falar de Legal Design, é importante definir o que é design, uma vez que muitas pessoas confundem com desenho, estética e até mesmo arte.


Mas não é nada disso.


E, na busca por uma definição bem objetiva, encontrei essa do Sagi Haviv, um dos maiores e mais renomados designers do mundo:


"Todo design é a solução de um problema."

Se você olhar ao seu redor, tudo o que foi projetado pelos designers teve o objetivo de, antes de qualquer coisa, resolver um problema.


A alça da xícara, por exemplo, não é um enfeite. Ela foi pensada para resolver o probelma de como podemos tomar uma bebida quente sem queimar as mãos. Simples assim.


O que é o Legal Design?


Segundo ensina Margaret Hagan, o Legal Design é a aplicação do design centrado no ser humano ao mercado jurídico, para desenvolver serviços e sistemas jurídicos mais úteis, mais humanos e satisfatórios.


Sendo o Legal Design um tipo de design, e considerando a definição do Sagi Haviv, temos que o Legal Design é o método pelo qual resolvemos os problemas dos serviços e dos sistemas jurídicos.


Em resumo, você parte de um problema jurídico e chega à solução mais adequada depois de passar por um processo de 5 fases, baseado na empatia, na colaboração e nos protótipos.


E qual o problema do Visual Law?


Não que ele seja um problema. Porém, limitar-se a ele é ter apenas um tipo de solução na sua "caixa de ferramentas". E isso é insuficiente.


Como Legal Designer, você vai se deparar com diversos tipos de problemas jurídicos.


E, durante o processo, você pode identificar inúmeras soluções para esse problema.


Porém, se você domina apenas o Visual Law, que é o design de informação e que tem como objetivo resolver problemas de ineficiência de um documento jurídico, você pode não atender à necessidade do cliente.


Como Margaret Hagan ensina, além do tipo mais simples, que é o design de informação (ou Visual Law), temos também o Design de Produto, o Design de Serviço, o Design de Organização e o Design de Sistemas.


Cada um deles resolve uma gama diferente de problemas e o Legal Designer precisa saber quando e como aplicar cada modalidade.


O Design de produto é recomendado quando você identifica que a melhor solução é a criação de uma ferramenta que ajude o usuário a completar uma tarefa. Por exemplo, um aplicativo para celular que o ajude a gerar um NDA.


O Design de serviço é recomendado quando você identifica que a melhor solução é a criação de uma nova experiência para o usuário do serviço jurídico. Por exemplo, quando um escritório projeta lançar um novo serviço jurídico.


O Design de organização é recomendado quando você identifica que a melhor solução é melhorar a forma como as pessoas trabalham juntas, de maneira que possam ser mais eficientes e entreguem melhores resultados. Por exemplo, quando um departamento jurídico reavalia o processo de revisão de contratos, o fluxo de informações e aprovação.


Por fim, o Design de sistemas é o mais complexo. Não porque ele tenha relação com os sistemas informáticos. Muito pelo contrário. Ele tem relação com a criação de novos sistemas jurídicos, como um novo tribunal ou uma câmara arbitral, por exemplo.


Conclusão


Se você se dispõe a se intitular "Legal Designer", isso significa que você estudou, entendeu e sabe aplicar toda a metodologia e está disposto a enfrentar os desafios que são inerentes aos processos de mudança e renovação do direito e da justiça.


Se for para estar na moda ou para falar que faz, te dou uma dica: desista.


Porém, se os seus olhos realmente brilham por esse desafio, se dedique.


Caso queira saber mais como é a vida real de um Legal Designer, te convido para a masterclass que farei amanhã, 09 de setembro, às 19 horas.

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