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Mulheres, Diversidade no Direito e o Legal Design



Após muitos anos trabalhando na Faria Lima, em São Paulo, a advogada que vamos chamar de Aline queria algo diferente.


Embora ela fosse advogada sênior de um importante escritório de médio porte e tivesse construído uma carreira em direito de propriedade intelectual, ela estava desiludida com os vários episódios de discriminação que testemunhou e experimentou pessoalmente.


“Quando eu era uma estudante em 2005, trabalhava em um escritório de advocacia e o “sábio” conselho da minha mentora, que por acaso era uma mulher, era cortar meu cabelo, tingi-lo de castanho e não usar salto alto, para ser levada a sério”, disse Aline.


Ao longo de sua jornada na Faria Lima, Aline continuou a encontrar colegas que pensavam que ela não "se parecia com uma advogada" por causa de seus longos cabelos loiros e suas escolhas de estilo.


Ainda assim, ela manteve o foco e se tornou uma das primeiras advogadas do Brasil a se especializar em Legal Design, uma metodologia que havia sido criada nos Estados Unidos e que propõe repensar o direito e a advocacia.


Quando decidiu abrir seu próprio escritório, ela sabia que precisava ser diferente: precisava refletir a diversidade do Brasil - tanto em seus funcionários quanto em seus clientes.


Ela lançou a Aline Law & Business em 2019 como um escritório de advocacia no estilo startup, especializado em propriedade intelectual e marketing.


Em uma profissão construída sobre legados, escritórios de advocacia iniciantes como o Aline Law & Business estão ajudando a criar uma força de trabalho mais diversificada, sacudindo as formas tradicionais de operação frequentemente encontradas em escritórios paulistanos.


As empresas jovens que entendem a importância de políticas mais inclusivas estão reduzindo as barreiras para as advogadas, revisando as práticas de contratação e implementando tecnologia de forma a tornar a prática e o acesso a serviços jurídicos mais equitativos.


As startups podem ser ambientes primordiais para moldar a cultura, pois são pequenas, ágeis e tendem a atrair trabalhadores mais jovens interessados ​​em mudar o status quo.


“Na era das startups e das marcas lideradas pelas mídias sociais, a demografia das empresas que exigem serviços jurídicos está mudando drasticamente”, disse Aline.


“Diversidade e inclusão sempre foram importantes, mas agora estamos vendo que pode ser prejudicial para os clientes se as empresas não estiverem equipadas com advogados que reflitam a população.”


Porque a diversidade é essencial


A falta de representação legal diversificada pode afetar os clientes de várias maneiras.


À medida que mais locais de trabalho brasileiros mudam para diversificar melhor a equipe, é vital que os advogados possam entender melhor as necessidades dos clientes e resolvê-las.


Equipes jurídicas diversas apresentam opiniões diversas e podem resolver os problemas de uma forma que um grupo com ideias semelhantes não consegue.


E uma equipe mais diversificada também pode melhorar os resultados financeiros de um escritório de advocacia.


Um estudo da McKinsey & Company descobriu que as empresas que estavam no quartil superior em diversidade racial e étnica tinham 35% mais probabilidade de obter lucros acima da média em seu setor.


Em parte, isso se deve ao fato de que equipes diversificadas são um diferencial competitivo do “antigo clube de meninos” visto em muitas organizações - uma mudança que é atraente para os clientes.


As pequenas empresas podem desempenhar um papel importante em reimaginar a imagem da velha escola de quem pode ser um advogado.


Diversidade na advocacia ainda não é realidade


Mesmo com conversas sobre a importância da diversidade do Direito, os números mostram um quadro que sugere que o progresso é lento.


Embora o estudo “O retrato da advocacia em 2022” aponte que 49.6% dos advogados inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil são mulheres, isso não se reflete, por exemplo, em igualdade de remuneração.


Segundo o estudo “Como está a diversidade de gênero nos escritórios de advocacia no Brasil”, realizado pela Women in Law Mentoring Brazil, ao considerar o percentual de 10% do número total de advogados dos escritórios, apenas 36% eram mulheres, somente em 16% havia predominância feminina entre os 10% mais bem remunerados.


Ainda segundo esse estudo, quando uma mulher ingressa em um escritório de advocacia, as chances de se tornar sócia são muito mais baixas do que as de um homem.


Somente 34,9% das mulheres são contempladas no quadro de sócios de capital dos escritórios de advocacia.


Desafios enfrentados pelas mulheres


A área do direito pode ser extremamente desafiadora, especialmente para quem está se formando e entrando no mercado de trabalho.


Para as mulheres, a dificuldade pode ser ainda maior. Veja alguns dos principais desafios que as mulheres ainda enfrentam na área da advocacia:


· Remuneração: Comparadas com os homens na advocacia, observamos situações em que as advogadas ainda faturam menos, mesmo executando as mesmas atividades ou oferecendo serviços com mesma ou superior qualidade. Embora o desafio da remuneração com viés de gênero esteja presente em todo o mercado de trabalho, a advocacia tende a uma desigualdade ainda maior por ser uma área tradicionalmente ocupada por homens.


· Licença-maternidade: O suporte integral à maternidade é uma das principais demandas trabalhistas das mulheres e não pode ficar em segundo plano. Na área do direito, vêm sendo debatidos temas como o aumento do auxílio-maternidade e a maior disponibilidade de creches e de fraldários nos fóruns. Problemas de acessibilidade para as gestantes, como longas escadarias e a falta de estacionamento prioritário no local de trabalho, são outras demandas que merecem atenção.


· Problemas de assédio na advocacia: Apesar de serem cada vez menos tolerados, comentários sexistas, provocações e casos mais graves de assédio moral e sexual continuam sendo as principais ameaças às mulheres no mercado de trabalho, inclusive na advocacia.


Por falar em assédio, temos na Escola Brasileira de Legal Design um grupo de estudos dedicado à Lei Maria da Penha.


É uma reunião de Legal Designers com o propósito de pensar soluções para reduzir as taxas de agressões e violência doméstica contra as mulheres.


Um projeto em andamento está, inclusive, realizando uma pesquisa com a qual você pode ter um papel fundamental e colaborar com o estudo.


Para responder à pesquisa, clique neste link: https://forms.gle/t3S5YbtRApWg8c3o8


Tornando o campo jurídico mais acolhedor para as mulheres


A pesquisa mostra que as mulheres muitas vezes enfrentam uma “barreira materna” em suas carreiras, o que se refere às implicações negativas que as obrigações familiares podem ter nas oportunidades de liderança.


No Aline Law & Business, o local de trabalho é projetado para reduzir as barreiras comuns que as mulheres trabalhadoras enfrentam ao utilizar tecnologia.


O escritório não tem papel - a equipe conta com software jurídico e vídeo-chamadas - portanto, as opções de trabalho remoto estão disponíveis para todos.


Para Aline, esta política foi um passo importante no afastamento da estrutura rígida do direito tradicional - longas horas presenciais em prédios de escritórios no centro da cidade - e uma forma de criar espaço para pessoas com vidas pessoais que exigem mais flexibilidade, como pais ou mães solteiros.


O escritório também permite que os associados com crianças reservem o tempo de manhã e à tarde para as necessidades de creche.


Isso é importante porque uma nova pesquisa do relatório Mulheres no Local de Trabalho da McKinsey & Company mostra que as mulheres estão mais propensas a sofrer de exaustão.


Mas quando trabalham para chefes que dão apoio e empresas que priorizam a diversidade, a igualdade e a inclusão, eles têm melhores resultados profissionais.

“As pessoas fazem seu melhor trabalho quando estão felizes e apoiadas, e isso é o que é importante para mim - minha equipe estar feliz e produzir trabalhos de alto calibre”, diz Aline.


O problema do ensino jurídico


E esse problema antigo começa nas faculdades de direito. Quando olhamos para o conselho consultivo do corpo docente da maioria das faculdades, ele é predominantemente formado por homens brancos.


As faculdades de direito precisam reconhecer que “a profissão jurídica teve falta de diversidade por muito tempo” e que está na hora de garantir que elas reflitam melhor a sociedade em que vivemos.


Por isso, advogadas como Aline precisam complementar o curso de direito com conhecimentos complementares, que lhes proporcionem um diferencial competitivo no mercado e as tirem desse ciclo cruel do mercado jurídico tradicional.


E o Legal Design é uma dessas opções.


Na Escola Brasileira de Legal Design, 75% dos alunos são mulheres, que estão uma proposta de trabalho jurídico completamente nova e se destacando por isso.


Elas oferecem serviços jurídicos mais bem projetados, que encantam os clientes dos escritórios onde atuam. Elas propõem mudanças nos departamentos jurídicos que colocam a área como um dos destaques da empresa ao contribuir com os resultados operacionais e colocar dinheiro no caixa.


Oportunidade


A Escola Brasileira de Legal Design está oferecendo um desconto exclusivo até o fim do mês de março. As mulheres que quiserem entrar para o curso completo, a Formação Legal Design, terão 50% de desconto na anuidade, pagando apenas R$ 49,85 por mês!


São mais de 120 aulas com mais de uma hora de duração cada, o que significa que você estará adquirindo um conhecimento espetacular por apenas R$ 0,41 por aula!!!


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Mauro Roberto Martins Junior

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